Intersetorial leva empresários para feira Envase Brasil

Empresários associados da AGEDAM visitam instalações da empresa ROBOPAC






A Intersetorial.com agradece o convite da Newtrade para articular a presença dos associados da AGEDAM  na Feira Envase Brasil 2022, em Bento Gonçalves- RS, em 27 de abril. 

Foi muito bom ver a retomada dos encontros presenciais e todas novidades dos setores que produzem máquina, produtos e insumos para as indústrias de bebidas estão apresentando.

O café da manhã oferecido pela Milainox e o almoço e visita ao parque proporcionados pela ROBOPAC Brasil foram maravilhosos.

Obrigado Joaquim Puerta, Osmar Bottega e Marcia Ariotti pelo convite e por todo carinho, atenção e receptividade aos representantes da Associação Gaúcha dos Envasadores de Água Mineral - AGEDAM.

Temos certeza que bons negócios resultarão desta interatividade.

A Intersetorial.com está à disposição sempre que precisarem.


#feiradenegocios  #Envase #bebidas #ÁguaMineral #industria #tecnologia #inovaçao #automaçãoindustrial

Seminário Desafios do Crescimento SEBRAE RS

A Intersetorial.com participou da 4ª edição do Seminário Desafios do Crescimento, organizado pelo SEBRAE RS, em parceria com a Endeavor Brasil.

A primeira fase do evento contou com a palestra do Diretor Geral da Endeavor Brasil, Juliano Seabra, na segunda parte Juliano apresentou dois cases de sucesso de empreendedores gaúchos.

O ponto alto do evento foi a palestra de Leandro Karnal. Vejam os textos publicados sobre o assunto abaixo:

- Karnal aconselha presença de pessimistas em empresas
- A zona de conforto é uma armadilha



A zona de conforto é uma armadilha 

Leandro Karnal chamou a atenção dos gaúchos para a importância da transformação e do preparo técnico neste momento de incertezas econômicas do Brasil


Porto Alegre – “A zona de conforto é a maior armadilha da humanidade”. Trazendo reflexões sobre a necessidade de constante transformação, o historiador, doutor em História Social pela USP e professor na UNICAMP, Leandro Karnal, ‘chacoalhou’ os gaúchos que acompanharam sua palestra do Seminário Desafios do Crescimento, promovido pelo SEBRAE/RS, em parceria com a Endeavor Brasil. O evento, realizado na noite de terça-feira, 8 de novembro, em Porto Alegre, reuniu cerca de 300 pessoas, grande parte empreendedores em busca de inspiração e motivação para enfrentar os desafios que se apresentam para 2017.

O historiador que está ganhando fama no País todo por suas aulas simples e de conhecimento variado, reforçou a necessidade de uma mentalidade estratégica, antecipando necessidades e planejando dentro dos objetivos esperados. “A diferença entre a pessoa reativa e propositiva é que uma espera o fato acontecer e toma uma decisão; a outra não espera e toma a decisão antes, direcionando aquilo que deveria acontecer de acordo com a sua expectativa”.

Karnal também chamou atenção para a necessidade de capacitação neste momento de instabilidade econômica. Para ele, em épocas de bonança, pessoas medianas sobrevivem, já na crise é preciso aumentar o preparo. “Só gente boa e muito bem preparada sobrevive a estes momentos de tempestade. Por isso, mais do que nunca, capacitação, debate, cursos, atualização e leituras são fundamentais, muito mais na crise do que na estabilidade”, disse exemplificando que a tempestade, a chuva e o buraco na estrada são o que distinguem o motorista amador do motorista profissional, “assim é na vida profissional, e nas empresas”, reforçou.

Gaúcho, e com 53 anos, karnal é um dos intelectuais mais respeitados do País. Na época em que saiu do Rio Grande do Sul estava bem empregado, morava com os pais, mas, mesmo assim, abriu mão da situação confortável para fazer pós-graduação em São Paulo. “Eu poderia ter ficado aqui, afinal, estava tudo andando bem. E esse é o grande erro das pessoas. Quando penso que estou bem, é o início do fim”. O professor foi taxativo quanto à importância de se reinventar sistematicamente, sair da zona de conforto porque, segundo ele, o que não se transforma envelhece”. De acordo com o historiador, embora seja uma decisão pessoal, as mudanças continuarão acontecendo. “Mudar é complicado, mas não mudar é fatal”, avalia.

Quem antecedeu Karnal na programação do evento foi o diretor geral da Endeavor Brasil, Juliano Seabra, que coordenou um painel com dois empreendedores apoiados pela instituição.

De acordo com a técnica da Gerência de Soluções no SEBRAE/RS Márcia Ferran o Seminário Desafios do Crescimento vai além de uma oportunidade educadora, pois “trata-se de tomar contato com pensamentos contemporâneos sobre os quais, muitas vezes, não exercitamos nas rotinas diárias. A reflexão provocada por um palestrante do porte de Karnal faz diferença para quem assiste. No caso de empreendedores, os resultados podem ser surpreendentes para as empresas”, comentou.

fonte Sebrae


Karnal aconselha presença de pessimistas em empresas 

"O pessimismo não é ruim, ele apenas me dá uma noção de que tudo pode dar errado", disse, em palestra promovida pelo Sebrae


Leandro Karnal foi um dos palestrastes da 4ª edição do Seminário Desafios do Crescimento, realizado no auditório da Federasul e organizado pelo Sebrae RS em parceria com a Endeavor Brasil. Doutor em História Social pela USP e professor na UNICAMP, Karnal escreveu em autoria ou coautoria mais de 10 livros, sendo que alguns estão entre os mais vendidos do Brasil. É membro do conselho editorial de muitas revistas científicas do País, colunista fixo do jornal Estadão e tem participação semanal nas rádios e canais de TV do grupo Bandeirantes. Durante mais de uma hora, sua fala transitou por diversos temas, tratando da seriedade dos negócios sem perder o bom-humor.

Antes da apresentação de Karnal, o diretor geral da Endeavor Brasil, Juliano Seabra, abriu o encontro. O diretor fez uma rápida apresentação e destacou as mudanças que estão acontecendo e que os empresários precisam estar atentos. “Todo negócio vai ter, ou, vai ser de tecnologia”, sentenciou. Ainda apresentou ao público, Darci Schneid, da Sirtec, e Rafael Madke, da RPH, que expuseram um pouco de suas trajetórias a frente de suas empresas.

O professor Leandro Karnal, então, subiu ao palco cercado pela plateia, arrumando seu microfone. Brincou com o clima porto-alegrense, comparou a crise atual às que ocorreram no século passado e satirizou o que ouviu de dois grandes economistas na televisão. “Eles disseram que ‘talvez, é possível, existe a chance, há uma hipótese, que no horizonte nebuloso, ainda, a crise, talvez esteja, provavelmente, passando’”.

Entre os temas que relacionou ao empreendedorismo, Karnal iniciou abordando o pessimismo e o otimismo. “Pessoas que apostam apenas nos aspectos práticos fracassam como empresários – e como maridos ou esposas. O pessimismo não é ruim, ele apenas me dá uma noção de que tudo pode dar errado.” O professor aconselhou que todos tenham um pessimista em suas empresas e famílias. “No máximo um.”

Mas, para resolver qualquer coisa, é preciso otimismo. “Só o otimismo resulta em ação. Ao fazer o levantamento dos riscos de um novo negócio ouçam um pessimista. Depois afastem-no e trabalhem.”
Sobre a crise, destacou que todos estão suscetíveis aos seus desdobramentos, contudo, é num momento como esse que as possibilidades aumentam. “A crise separa o amador do profissional, estabelece quem tem competência, afasta quem veio a passeio para o mundo dos negócios.”
Indo mais a fundo, estabeleceu que a crise que passamos não é apenas econômica. Segundo o professor, houve um colapso de todos os sistemas gerais e a crise surge como “a grande inércia da humanidade”. Na composição desse pensamento também assinalou a importância de errar. “Nós erramos e tentamos de outra forma. É o trauma, diz Freud, que nos educa”, cita, brincando que quando tomamos um choque descobrimos um pouco sobre a condução da eletricidade. “Quem não aprende com os seus erros repete incessantemente. Errar é humano.”

Saindo da discussão sobre os momentos de turbulência econômica, Karnal pousou seu pensamento sobre o que chama de “zona de conforto” e como a mudança é primordial. “É muito importante pensar que: o que me abraça, me sufoca; o que me protege, me destrói”. Ele adverte que é preciso se reinventar sistematicamente e que tudo está em transformação permanente. “Há pessoas que decidem não mudar. O problema é que a mudança passa por elas”, observa. “A mudança é difícil, não mudar é fatal”, finaliza.

A relevância de ter uma estratégia também foi sustentada pelo professor. Entretanto, comentou que nós, brasileiros, somos muito mais reativos do que preventivos. “Pouca gente no Brasil faz checkup, a maioria faz cirurgia”, provoca. Lembrando Maquiavel e uma de suas obras, “O Príncipe”, explicou o conceito de “Virtù e Fortuna”. Enquanto Virtù é aquilo que cultivamos, são nossos conhecimentos e habilidades, aquilo que controlamos, Fortuna é o que não controlamos. “Todo mundo que fala de empreendedorismo ressalta a Virtù (eixo X). Quem fala de fatalismo ressalta Fortuna (eixo Y). Estou propondo um mundo em curva nessas duas coisas”, sintetiza.

Durante sua apresentação, Karnal também fez explanações - e criou metáforas - sobre esforço e trabalho, desenvolvimento do foco, (des)organização, felicidade, energia, determinismo, ética, entre outros. Terminou respondendo perguntas dos presentes e deixou um recado. “Não culpe ninguém, planeje, seja estratégico, invista em você, melhore e, acima de tudo, invista naquilo que realmente tem valor. A felicidade pode ir a qualquer lugar.”

fonte: Jornal do Comércio - Ulisses Miranda




Audiência com Vice-governador do Rs

A Intersetorial.com articulou audiência entre a AGEDAM e o gabinete do vice-governador do Estado do Sul, para tratar sobre a ideia da criação de um selo de qualidade sanitária e fiscal para as embalagens de 20 litros de água mineral.

Na oportunidade, o estado disse que é totalmente viável a implantação do selo e que já estão bem avançadas as pesquisas para elaboração da anteprojeto de Lei.

A criação deste selo irá aumentar significantemente a arrecadação de impostos pelo estado, pois irá coibir a sonegação e a pratica de concorrência desleal entre as empresas do setor, ainda irá aumentar a qualidade do produto que chega ao consumidor final, pois a fiscalização do selo será formada não só pela Secretaria Estadual da Fazenda, mas também pela FEPAM - Fundação Estadual de Proteção Ambiental, Secretaria do Meio Ambiente Estadual, Vigilância Sanitária e Secretaria Estadual da Saúde, os quais também já articulamos reuniões para tratar do assunto.

Estiveram na audiência: José Paulo Dornelles Cairoli, vice-governador do Rio Grande do Sul; Luiz Antônio Bins, secretário adjunto da Fazenda Estadual; Mario Luis Wunderlich, subsecretário da Receita Estadual; Manoel Dirceu Ribeiro Neto - diretor água Itati e presidente da AGEDAM; Jairo Zandoná - diretor água Sarandi e delegado da ABINAM; Gabriel Thissem Netto, diretor da água mineral Itati e tesoureiro da AGEDAM.

Confira reportagem completa no site da AGEDAM.

Ninguém mais vê minhas publicações no FACEBOOK

Em plena campanha de marketing político tenho visto que meus amigos sumiram e não tem mais curtido minhas publicações, e eu também não tenho mais visto atualizações de alguns deles. Será que as pessoas deixaram de acessar? Estão acessando pouco? Meu melhor amigo nunca mais comentou nada! Pois é, poucas pessoas se ligaram que pouquíssima gente tem curtido ou comentado as publicações na time-lime de seu perfil particular no Facebook.

O Mark criou um algorítimo que calcula quem são as pessoas que mais interagem com a gente na rede, fazendo com que no máximo 20% de nossos amigos acompanhem o que andamos fazendo. E agora, quero que os 80% também saibam o que estou fazendo, o que faço? Olha, é bem complicado, porque o algoritmo leva em consideração inúmeras variáveis e na ultima atualização do face, o Zuck resolveu priorizar família e amigos, ou seja, se você tem um fim comercial para seu perfil ou página, vai ter que fazer um significativo investimento em SEO - Search Engine Optimization (otimização de sites e anúncios).

A primeira coisa que você tem que saber é que as pessoas que você quer alcançar em sua campanha comercial (paga) devem ser suas seguidoras numa PÁGINA não no seu PERFIL pessoal, pois é somente na PÁGINA que podemos fazer anúncios pagos. Então pra você não cometer erros, é preciso em primeiro lugar ter coragem de transformar seu atual PERFIL em PÁGINA, transformando seus amigos em seguidores, mas perdendo todos textos e fotos que você postou no PERFIL. Estas informações podem ser salvas, mas é preciso muito cuidado para você não perder tudo de vez, então procure a ajuda de um profissional para isso.

Segundo Denise Helena, do site wwwhatsnew, "Para responder a pergunta relacionada ao motivo pelo qual não é mostrado tudo ou porque o próprio usuário não cria seu filtro, respondem que está provado que isso não dá certo, que as pessoas não têm tanto tempo para navegar por 1500 histórias diferentes toda vez que entra no Facebook,", por isso o algorítimo publica somente uma média de 300 posts.

Aconselho você ler sobre o EdgeRank, termo em desuso pelo Facebook, mas que serve de base para você entender como funciona este famigerado algoritmo.

O certo é que se você quiser se eleger neste ano, ou vender seu produto a um maior número de pessoas, não adianta ter 50.000 seguidores, colocar fotinhos e textinhos bonitinhos, pois somente uma pequena parcela de seus seguidores irão ver, então, contrate um profissional para organizar suas redes sociais e fazer com que elas atinjam os objetivos a que elas se propõem.

Nossa equipe da intersetorial.com está a sua disposição para avaliar sua campanha e auxiliá-lo a achar o caminho do sucesso.

Liberdade pra dentro da cabeça e dos negócios

As pessoas pensam empreender um novo negócio ou ampliar seu ramo de atuação, criar um plano b, investir em novos mercados, e na grande maioria das vezes acredita que está plenamente preparado para esta aventura, mas quando vai analisar com cuidado como está a situação de sua empresa na atualidade, acaba encontrando uma série de problemas, tais como funcionários baratos (mal remunerados) que estão insatisfeitos, problemas nos processos administrativos, negócios com clientes e órgãos de controle mal resolvidos, e mais uma série de problemas que nem sempre estão ao alcance dos olhos.

Neste sentido é de suma importância deixar de centralizar todas funções, investir em empresas e profissionais preparados, para que possa ter tempo e liberdade para empreender novos projetos. É de suma importância delegar competências, analisar problemas, reordenar os processos existentes, planejar e colocar metas ambiciosas, confiar mais, desconfiar menos, quem sabe até tornando os colaboradores seus sócios, como foi o exemplo do empresário, médico e surfista gaúcho Marco Aurélio Raymundo, mais conhecido como Morongo, que está repassando a responsabilidade das empresas do Grupo Mormaii para seus principais colaboradores, conforme matéria da InstoÉ.

Nós da intersetorial.com estamos dispostos em colaborar com você, contate-nos que teremos a maior satisfação em ajuda-lo.

Erro crasso não saber o que é branding

Uma empresa que quer aumentar sua visibilidade no mercado, procura uma agência/consultoria e ao encontrar o fornecedor, este propõe mudar somente o designer dos impressos e diz que não sabe fazer o designer da página do cliente. Fala sério, eles nunca devem ter escutado falar em branding.

O que é Branding?

O branding, ou brand management, é uma atividade multidisciplinar que trata da construção e do fortalecimento de marcas ou de seu gerenciamento. Branding envolve, essencialmente, disciplinas como marketing, planejamento, comunicação e design.

Quando se escolhe o nome de um produto ou empresa, cria-se um logotipo, a papelaria institucional, o projeto de fachada ou a programação visual dos pontos de venda, design de produto, embalagem, está se “fazendo” branding.

O Branding trata, portanto, da relação do usuário com a marca.

A definição da linha de comunicação e a estratégia corporativa e até mesmo os pontos de distribuição, por exemplo, também são partes importantes no processo de construção de uma marca.

Quando você quiser mudar qualquer coisa na sua empresa, não pense somente numa mídia, pois você precisa consolidar sua marca por um bom tempo no mercado e não é apenas um folder diferente que vai fazer isso.

Procure a Intersetorial.com para fazer a análise de suas mídias.

AGEDAM assina contrato com INTERSETORIAL.COM

Visando agilizar as atividades administrativas da associação, a AGEDAM - Associação Gaúcha dos Envasadores de Água Mineral, assinou no dia 30 de maio de 2014, contrato de prestação de serviços com a empresa INTERSETORIAL.COM o qual é especializada em gestão e marketing de empresas e associações. A partir de 01 de junho a intersetorial ficará responsável pelo apoio administrativo da AGEDAM bem como outras atividades de comunicação, redes sociais, site, cobranças, eventos e outras que se fizerem necessárias.
Gabriel Thiesen Netto, Manoel Dirceu Ribeiro Neto, Adilson Correia da Silva, Ernani José Penz Júnior
Gabriel Thiesen Netto, Manoel Dirceu Ribeiro Neto, Adilson Correia da Silva, Ernani José Penz Júnior
Estiveram presentes no ato representando a AGEDAM o presidente Manoel Dirceu Ribeiro Neto, o vice presidente Ernani José Penz Júnior, e o tesoureiro Gabriel Thiesen Netto, e representando a INTERSETORIAL.COM o seu diretor Adilson Correia da Silva.

Benefícios nas ações de Branding


A vida é feita de primeiras vezes, uma mistura de tensão, ansiedade, medo do desconhecido, lembramos com carinho da primeira vez que vimos o mar, o primeiro dia de aula, da infância até a faculdade é sempre especial, novas pessoas, novos professores, e assim, de primeira em primeira vez vamos criando nossas melhores e às vezes piores lembranças.

Quem não se lembra do comercial de TV da marca Valisere, produzido pelo publicitário Washington Olivetto, onde uma adolescente ganhava seu primeiro sutiã? Ao explorar com maestria este momento que é um marco na vida de qualquer menina, a marca criou para seu público alvo um conjunto de valores simbólicos com os quais se identificaram emocionalmente e desta forma a marca estabeleceu experiências multissensoriais e sociais que foram muito além da simples divulgação e venda do produto.

De acordo com David Aacker podemos encontrar três tipos de benefício nas ações de Branding:

a) Funcionais: relacionados com a qualidade intrínseca do produto/serviço e com sua  funcionalidade;

b) Econômicos: integradores de vantagens relativas avaliadas em termos de custos e de tempo;

c) psicológicos: de índole subjetiva, ligados às expectativas e percepções do consumidor determinantes de sua satisfação.

Portanto ao associar a marca aos fatores psicológicos de experiência e percepção do consumidor o marketing atinge seu objetivo de aceitação, retorno financeiro (ROI) e satisfação.

Mais uma vez “a primeira vez” volta a ser o centro das atenções, desta vez com a marca Devassa, que explorando a dualidade da experiência da primeira vez masculina, mostra um filme onde o personagem Deco Silva terá sua primeira vez com a Devassa, criando assim a associação do convite à experimentação da cerveja com a iniciação sexual do personagem, o slogan da propagada é “O que você está esperando para ter a primeira vez com uma Devassa?”

Desta vez a associação não foi bem aceita por parte dos consumires que entraram com uma ação no CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) pois consideram que o filme estimula o comportamento de risco entre os jovens.

Acredito que o publico alvo da marca entendeu a metáfora da primeira vez com a Devassa com humor que lhe é característico desde o lançamento da cerveja, mas não podemos esquecer que o impacto da propaganda vai muito além do publico escolhido pela marca, e que a associação e percepção nem sempre geram satisfação como a empresa gostaria.

Em março o CONNAR vai julgar procedente ou não a reclamação dos consumidores, seja como for, é uma tendência cada vez maior que os consumidores se manifestem contra ou a favor de tal ação de marketing, uma vez que hoje o acesso às redes sociais cria um canal de comunicação de consumidor para consumidor, do consumidor para com a empresa e ao contrário da época do comercial do primeiro sutiã, desta vez o impacto de qualquer ação é maior porque o microfone esta nas mãos dos consumidores que são impactados e trocam informações rapidamente, reclamam aos órgãos competentes quando julgam necessário. Esta é uma tendência que se consolida e um caminho sem volta, cabe às empresas considerar este fator na hora do planejamento, e para isso existem várias maneiras, mas isso é assunto pra outro artigo.

Esta também foi minha primeira vez no projeto “Implantando Marketing” fico muito feliz em participar e colaborar, e espero criar bons debates, textos e experiências.

por Douglas Vidal dia 15/02/2013
fonte: Implantando Marketing

Brasil nega à Apple o registro da marca iPhone no país


Decisão não tira da empresa americana o direito de comercializar seus aparelhos no país

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) negou nesta quarta-feira à americana Apple o pedido de registro da marca iPhone para telefones celulares no Brasil, que já havia sido reconhecida no país à empresa Gradiente. A decisão foi publicada oficialmente nesta quarta-feira pelo instituto.

A Apple fez o pedido de registro para o uso da marca com exclusividade no Brasil em 2007, quando lançou o popular aparelho. Mas a brasileira Gradiente havia pedido o registro da marca "Gradiente iphone" em 2000, e ele foi concedido em 2008.

O INPI também informou que a Apple apresentou um pedido para anular a marca iphone da Gradiente "alegando caducidade", com o argumento de que a empresa brasileira não a utilizou nos cinco anos de prazo que tem para isso. No fim do ano passado, a Gradiente surpreendeu o mercado ao lançar um telefone com o nome "Gradiente iphone", o que levantou a polêmica e acelerou uma decisão do registro de marcas.

Os principais critérios para conceder direito a uso de marca são evitar confundir o consumidor (ou seja, que duas empresas usem o mesmo nome ou uma nomenclatura muito parecida para um mesmo produto) e quem chega primeiro, disse o INPI.

A decisão não tira da Apple o direito de comercializar seus aparelhos no Brasil com o nome iPhone, "porque o INPI não tem interferência na comercialização", mas concede à brasileira Gradiente a possibilidade de exigir esta exclusividade na justiça, disse o instituto. Nos Estados Unidos, a gigante americana Apple chegou a um acordo amistoso com a Cisco em 2007 sobre a utilização da marca iPhone, cujos direitos foram obtidos pela segunda em 2000.

fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=488528

O que você precisa saber sobre o manual da franquia


O que diz um manual de franqueado? 
Respondido por Adir Ribeiro, especialista em franquias
O manual da franquia deve ser encarado como o documento que agrupa todo o know-how da franqueadora para a operação e gestão de uma unidade franqueada. Assim, ao ter acesso a toda essa inteligência de negócio, amplia-se a chance de sucesso.
Tanto a franqueadora como os franqueados deverão adotar uma disciplina na leitura do conteúdo, atualização de suas equipes e busca de melhorias constantes. Hoje, diversos formatos estão sendo estruturados, como o uso do conteúdo na extranet da rede (com acesso rápido e dinâmico), uso de vídeos na consolidação do conhecimento, programas de capacitação baseados nos manuais da franquia, entre outros. Os principais capítulos do manual do franqueado são:
• Institucional da empresa: missão, visão, valores da empresa franqueadora, história e evolução da empresa, principais obrigações das partes, papéis e responsabilidades da franqueadora e dos franqueados.
• Implantação da unidade: planejamento da implantação, constituição da empresa franqueada e demais documentações, busca de ponto comercial, montagem da unidade, contratação de equipe e inauguração da unidade.
• Gestão de pessoas: recrutamento e seleção, admissão, controle da equipe, remuneração e benefícios, gestão da equipe, disposições da CLT (leis trabalhistas).
• Marketing local: modelo de marketing na rede, ações de divulgação local e controles.
• Gestão de estoques de insumos da operação: orientações de compras de insumos e matérias-primas, lista de fornecedores homologados, especificações de produtos e controles de estoques.
• Manutenção e reparos: planejamento de manutenção e reparo de máquinas e equipamentos.
• Aplicação: conteúdos de capacitação.
• Operação dos serviços: procedimentos gerais de planejamento, organização e operação dos serviços oferecidos na unidade.
• Gestão do negócio: controles financeiros, gestão de fluxo de caixa, indicadores de desempenho e relatórios gerenciais.
• Vendas e atendimento ao cliente: procedimentos e rotinas de atendimento aos clientes. Conhecer com profundidade o conteúdo, praticá-lo no dia a dia e envolver todas as equipes nesse conhecimento são vitais para o sucesso de qualquer negócio.
Adir Ribeiro é especialista em franquias, varejo e educação corporativa e fundador da Praxis EducationEnvie suas dúvidas com a palavra franquias no assunto da mensagem paraexamecanalpme@abril.com.brfonte: Exame.com

Facebook chama artista da Pixar para redesenhar emoticons da rede social



O Facebook quer redesenhar sua coleção de emoticons e, para isso, chamou o artista da Pixar Matt Jones e o psicólogo Dacher Keltner, da Universidade de Berkeley, para completarem o trabalho. Segundo uma matéria do BuzzFeed, a rede social quer "quebrar a linguagem universal" com uma série de emoticons complexos e compreensíveis, que consigam expressar um leque grande de emoções.

Antes de se engajar no projeto, Jones estava estudando expressões faciais para um novo trabalho na Pixar do diretor Pete Docter, que se passaria na cabeça de uma jovem garota enquanto ela cresce. O filme, que tem previsão de estreia para 2015, ainda não tem nome, e é referido apenas como "O Filme Sem Nome da Pixar que te Leva Para Dentro da Mente".

Keltner desafiou Jones a utilizar a série de desenhos "A expressão de emoções no homem e animais", do evolucionista Charles Darwin, como inspiração para os novos emoticons. Algumas das ideias originais de Jones incluem desenhos para expressar sentimentos como "amor materno", "afirmação" e "contemplação".
Jones também estaria experimentando expressões em três dimensões e até animações para auxiliar na expressão de sentimentos dos novos emoticons.

Ainda não há data para a chegada dos novos emoticons.

Fonte: http://canalte.ch/S4UR

GRU Airport coloca seu sound branding no ar


Trabalho da Zanna Sound inclui nova voz, tema musical e logomarca sonora

O GRU Airport, nova marca do Aeroporto Internacional de Guarulhos – administrado desde fevereiro de 2012 pelo consórcio Invepar –, é o primeiro aeroporto do País a receber um tratamento de sound branding. O trabalho, assinado pela Zanna Sound, inclui nova voz, tema musical (fundo para as mensagens informativas e manifestações sonoras da marca) e logomarca sonora (som emitido antes das mensagens para os passageiros). Ouça o sound branding abaixo.

As peças começaram a ser executadas nos saguões do GRU Airport no final do ano passado. O projeto foi criado a partir de um estudo de branding que definiu que a marca do empreendimento é feminina, com média de 35 anos, firme, porém próxima, inovadora, dinâmica e multicultural. O objetivo do trabalho é tornar o ambiente mais acolhedor e fazer o aeroporto ser lembrado pelo seu som.

Sound branding do GRU Airport feito pela Zanna Sound

fonte: revista Meio e Mensagem

#CampusParty2013: Chefão de mídias sociais da Ford dá dicas para turbinar Facebook e Twitter da sua empresa

Scott Monty, que comanda os perfis mundiais da montadora, ensina alguns macetes

Você cuida das redes sociais de uma empresa, como as contas de Facebook e Twitter? Scott Monty, que gerencia os perfis globais da Ford, deu dicas para quem faz esse tipo de trabalho, com exclusividade, para o R7. Confira o que o especialista sugere, logo abaixo, e melhore o desempenho da sua companhia na internet.

Foco. “Primeira coisa: a empresa precisa entender quem são seus consumidores e onde eles estão. Para que perder tempo em lugares onde você nem sabe se seus consumidores estão lá, se as pessoas que você procura atingir estão lá?”, diz Scott. Ou seja, analise seu público e produza para ele. Não fique “atirando para todo lado”.

24 horas. E saiba que você vai trabalhar muito. Sim, levar tablet, notebook com internet móvel ou smartphone para todo o lado, para ficar postando, é uma coisa comum nessa área. “Se você vai entrar nessa, comprometa-se”, reforça Scott. “Pode ser um trabalho de tempo integral”.

Scott ressalta que o volume de trabalho depende do tamanho da empresa, é claro. Se for uma muito pequena, ela pode não exigir de você uma dedicação de 24 horas (sem exageros). “Uma vez que você entra nele, você se compromete. Você precisa estar lá todos os dias, e precisa ouvir o que seus clientes estão dizendo.”

Comunidade. “Nós levamos um tempo para ter bom conteúdo, responder as questões das pessoas e ajuda-las a resolver seus problemas. E somos parte da comunidade. Então, se alguém entra na nossa comunidade e diz ‘Eu odeio a Ford’, ou ‘A Ford é um lixo’, não somos nós que cuidamos dele, é a comunidade que, de repente, ‘pula em cima’ dessa pessoa e argumenta com ela. Olhar para Facebook e Twitter como apenas outro meio de empurrar mensagens, não vai dar certo. É sobre um diálogo, ouvir primeiro e depois falar.”

Scott também explicou que, antigamente, quando o carro ainda era uma novidade (há cerca de cem anos), se alguém comprava um, todos os vizinhos vinham ver a novidade. Agora, isso acontece nas redes sociais. E se for uma bela foto, a Ford mesmo a promove, para os demais da comunidade. Resumindo, é um “clubinho” que gira em torno da marca.

Marketing geral. “Não adianta apenas criar um Facebook e um Twitter como canais”, diz ele. Você precisa é ver como as redes se encaixam em suas estratégias e metas. “Na Ford, nossa meta é melhorar a imagem da empresa e melhorar a estima dos clientes sobre nossos produtos. Se não estamos fazendo coisas relacionadas a isso, é perda de tempo”. Trace uma meta e a siga. Sair da linha pode ser prejudicial — ou, no mínimo, ineficaz.

Scott também se apresentou no palco Gutemberg da Campus Party 2013, no Anhembi Parque, em São Paulo, nesta quarta-feira (30) — segmento do evento que é dedicado para mídias sociais e blogs — e falou sobre o conceito de Open Innovation, um “fluxo aberto de ideias entre empresa e mercado”.

Fonte: Rafael Calixto Tauil, do R7 - http://bit.ly/Tfl9VF

Entender a importância da marca é a maior receita para o sucesso

Scott Bedbury foi responsável, como vice-presidente de marketing, pelo sucesso da Nike com a criação da campanha "Just do it". Hoje, a Nike é uma das marcas mais desejadas do mundo. Aos 45 anos, o executivo reúne também a experiência como vice-presidente de marketing da Starbucks Coffee Co., jovem empresa com 5,6 mil lojas em 28 países que servem aproximadamente 4 milhões de clientes por semana e empregam mais de 22 mil funcionários. Atualmente, Bedbury é presidente da Brandstream Consultoria, que tem como clientes a Coca-Cola, Disney, The Limited, Levis Strauss, Merck e muitas empresas de tecnologia, entre elas a Tellme Networks e a MySimon. É autor do best-seller "O Novo Mundo das Marcas" (Ed. Campus).

Bedbury serviu como marqueteiro de algumas das mais dinâmicas marcas do mundo, ajudando a fazer a expressão "Just Do It" ("Simplesmente faça") se tornar parte do vocabulário global e as "tall lattes" (um tipo de canecas promocionais) parte do dia-a-dia de milhões de pessoas.

Em 1987, Bedbury deixou os negócios em agência de publicidade para administrar os trabalhos de promoção mundial da marca Nike. Em sete anos, ele ajudou a Nike a elevar sua receita de US$750 milhões para US$5 bilhões, ao mesmo tempo em que construiu uma das mais reconhecidas marcas do mundo. Bedbury deixou a Nike em 1994 para passar o tempo com sua jovem família, escrever e iniciar sua própria consultoria.

Seu primeiro cliente, Howard Schultz, CEO da Starbucks, convenceu Bedbury a fazer uma pausa de três anos para comandar o marketing da companhia. Bedbury ajudou a colocar a Starbucks em um caminho inteligente de crescimento, incrementando a rede de 350 para mais de 1.000 lojas, enquanto também expandia o alcance da marca em produtos comestíveis como sorvetes de café, café em grão (para café expresso) e Frappuccino engarrafado (Frapê de café). Bedbury também dirigiu a expansão mundial da Starbucks, abrindo sua primeira loja estrangeira no Japão em 1996 e criando uma parceria mundial com a United Airlines no mesmo ano.

Em 1998, Bedbury decidiu retomar o seu plano original: escrever, prestar consultoria e passar o tempo com seus dois filhos. Sua consultoria tem-se focado no setor de tecnologia, trabalhando com a Tellme Networks, o principal portal de voz no mundo situado em Mountain View, na Califórnia; Ripcord Systems, que fornece soluções de software para aplicações wireless, situada em Londres; e mySimon Inc., o maior serviço de comparações de compras do mundo, agora parte da Cnet.

A experiência incomum de Bedbury em três setores de negócios – produção, varejo e tecnológico – é descrita em seu livro "A New Brand World" (O novo mundo das marcas", que está para ser lançado pela Penguin Books). Na ExpoManagement, realizada recentemente em São Paulo, ele concedeu a seguinte entrevista para a Manager Online.

Manager – A primeira pergunta está mais relacionada a um conceito existente nas grandes empresas chamado employ branding, ou seja, desenvolver a marca para ser atrativa como boa empregadora. De que maneira o employ branding pode agregar valor à marca da empresa?

Bedbury – Entender a marca talvez seja a coisa mais importante que qualquer empresa possa fazer, porque se todos os funcionários conseguirem entendê-la, eles vão saber como se comportar, serão mais consistentes e constantes no que fazem e haverá muito menos possibilidade de que sejam cometidos erros. Na Nike, nós todos conhecemos muito bem a marca, de uma forma intuitiva e intimamente. Nem precisávamos escrever nada. Isso fazia parte do programa para todos os novos funcionários. 

Manager – Qual o estágio das empresas brasileiras no desenvolvimento de DNA corporativo? 

Bedbury – Não conheço em detalhes muitas empresas brasileiras. Sei que as empresas têm de começar em algum lugar. Todas começam com um certo conjunto de valores e há oportunidades de revelar os que são mais importantes para os seus clientes e funcionários. As empresas brasileiras têm uma oportunidade que a maioria das norte-americanas não tem. Acredito que faça parte da cultura brasileira nas empresas ter paixão pelo trabalho que elas fazem e pelo lazer. Acho que o necessário é deixar fluir essa paixão por outras coisas para trazê-la para a marca também. Fazendo uma comparação, eu diria que a maioria dos americanos está quase dormindo.

Manager – É bom ser passional no mundo dos negócios?

Bedbury – É uma ótima idéia.

Manager – No mercado de serviços profissionais, como consultorias ou empresas de softwares, onde o cliente é corporativo, como se pode desenvolver a marca para que se torne uma top of mind, como acontece com produtos de consumo?

Bedbury – A Microsoft até recentemente não era uma marca de consumidor. Hoje em dia, eles têm alguns produtos que fazem com que a empresa se torne de consumidor como, por exemplo, os jogos ou o telefone celular. Isso forçou a empresa a ser mais sensível à marca. Eu moro muito próximo da sede da Microsoft em Washington, todos os meus vizinhos trabalham para ela e me dizem que o assunto entre os funcionários é a marca. Acho que essa oportunidade para alavancar a questão da marca é muito boa porque seu funcionário é quem estabelece contato direto com o cliente e, se os contatos são significativos e positivos chegando a refletir os valores da sua empresa, então esses pontos de contato conseguem o que qualquer publicidade não conseguiria atingir.

Manager – Um de seus conselhos sugere que a marca é importante, mas que por trás da marca deve haver uma empresa sólida. Como a Nike está lidando, por exemplo, com a campanha na Internet para as pessoas boicotarem seus produtos porque exploram mão-de-obra infantil e de terceiro mundo? Como a marca pode ajudar para superar esse problema? Há também o envolvimento com escândalos no futebol brasileiro, tendo a empresa sido recentemente alvo de uma CPI na Câmara dos Deputados...

Bedbury – Não sei muito sobre esse escândalo do futebol. Quanto à mão- de-obra externa, é uma coisa comum no setor de negócios há centenas de anos. O que nós observamos hoje é uma grande disparidade entre o rico e o pobre, e que tem havido também grande vontade por parte de empresas poderosas e ricas de fazer mudanças em nações que precisem se desenvolver. A razão de alguns desses grupos não atingirem outras empresas, como a Adidas, a Fila e a Puma, é porque são empresas menos conhecidas e a Nike sai sempre nas manchetes dos jornais. Na verdade, empresas menores têm condições de trabalho muito inferiores porque ninguém pediu ainda que elas mudassem.

Manager – Por quanto tempo o senhor esteve à frente da Nike?

Bedbury – Oito anos: de 1987 a 1994.

Manager – E na Starbucks Coffee?

Bedbury – De 95 a 98.

Manager – E aí fundou a Brandstream Consultoria?

Bedbury – Sim. E comecei a escrever meu livro. Agora me dedico também aos meus filhos.

Manager – Os consultores mais otimistas dizem que as fraudes nos balanços das empresas dos Estados Unidos podem levar a uma revisão do capitalismo em nível mundial. O senhor acredita nisso? Como fica a marca depois de um caso como a da WorldCom?

Bedbury – Acredito que nós estamos entrando numa nova era no que se refere a negócios corporativos. No final das contas, há apenas um componente ou uma maneira de se medir o valor da empresa. Há um novo conceito, que em inglês se chama Triple Bottom Line, ou resultado triplo, que diz que a companhia deve ser medida pelos seus lucros, pela forma como trata as pessoas e também o meio ambiente. O problema é que é muito mais difícil você medir o desempenho do meio ambiente e das pessoas. Mas eu acredito que nos próximos dois anos nós vamos ouvir os CEO´s falando sobre esse três resultados importantes. Já vimos, pelo exemplo da WorldCom, o que acontece quando só o que importa é o lucro. Na verdade, acredito que isso irá mudar o capitalismo. Mas só vai acontecer se os consumidores recompensarem as empresas que não só se preocupam com os lucros, mas também com o restante. Aqui está um desafio: para uma empresa respeitar o meio ambiente, gastará muito mais dinheiro e o produto que ela fabricar vai custar mais; e se uma outra empresa tiver total descuido com o meio ambiente, poderá fazer um produto com custo mais baixo. Então, se os consumidores insistirem em comprar o produto mais barato ao invés do feito pela empresa que não danifica o ambiente, aí a situação vai ficar complicada.

Manager – Existe uma receita para identificar o que o cliente quer?

Bedbury – Acho que o importante é ouvir o cliente. Mesmo as menores empresas podem com facilidade conversar com seus clientes. Igualmente importante é descobrir por que algumas pessoas não são seus clientes. Por isso, você tem de olhar para fora do seu negócio e conversar com os clientes de uma forma bastante genérica, procurando descobrir o que os torna mais felizes, o que está faltando para eles e como gostariam de ser tratados. Foi o que fizemos na Starbucks. A coisa mais perigosa que uma empresa pode fazer é parar de ouvir os seus clientes. Eu não acredito que o cliente tenha sempre razão; se você desse ao cliente tudo o que ele sempre quis, você iria à falência. Nos Estados Unidos, todo mundo quer pagar menos impostos, mas ter mais serviços; se fosse assim, o governo iria à falência. A mesma coisa se aplica à área de negócios. 

Manager – Por quanto tempo uma marca consegue sobreviver, mesmo sendo forte e de credibilidade, mas com uma empresa que tem vários problemas, processos trabalhistas, atrasos de salários e, mesmo assim, mantém as suas vendas e a fidelidade de clientes? Quanto tempo isso pode durar?

Bedbury – Não duraria muito. No passado era mais fácil essas empresas sobreviverem. Mas eu acho que de repente aparece uma empresa que tem menos processos trabalhistas e legais e que faz bons produtos e ela poderá suprir as necessidades daqueles mesmos clientes. Às vezes, grandes empresas podem existir por muitos anos fazendo coisas erradas porque têm bastante patrimônio e estão muito espalhadas. Por exemplo, a Levi’s. Há dez anos, eles perderam seu elo com os jovens, duas gerações inteiras, mas levou dez anos até que a Levi’s se desse conta do que havia acontecido. A Coca-Cola já existe há 115 anos. Acho que mesmo se eles parassem de fazer publicidade por três anos, ainda teriam um bom negócio. Mas para reconquistar a posição depois de três anos, custaria muito dinheiro.

Manager – Construir marca é uma tarefa cara e demorada. Para se construir marcas no Brasil, com um capital não tão volumoso quanto, por exemplo, o da Nike, quais seriam as sugestões?

Bedbury – Lembre-se de que a Starbucks começou com apenas três lojas e, mesmo quando já tinha 300, o orçamento de marketing era de US$ 3 milhões. Construímos a marca sem qualquer tipo de propaganda na televisão porque trabalhamos muito para que contratássemos as pessoas certas, para construir cafés que fossem confortáveis e sempre oferecessem produtos de qualidade. Em outras palavras, a Starbucks tornou-se essa empresa enorme servindo um cafezinho por vez.

Manager – Qual a sua opinião sobre empresas que usam a Internet para se relacionar com os clientes e conquistar lealdade à marca?

Bedbury – Acho que ainda estamos no início do processo de aprendizado sobre como as empresas poderão se beneficiar do uso da Internet. A publicidade convencional é uma comunicação de uma via. A Internet permite que tanto a empresa quanto o indivíduo que a acessa possam estabelecer um diálogo. Surpreendentemente, poucas empresas que conheço conseguiram abordar essa oportunidade da forma mais correta. Acho que essa área ainda pode trazer grandes oportunidades para recompensar a fidelidade do cliente e para que se consiga também um feedback imediato sobre produtos, publicidade e todas as formas de atividades. Alguns dos meus clientes já criaram painéis de consumidores no mundo todo. São centenas de consumidores que recebem e dão feedback toda hora, falam sobre novos produtos e idéias e nos permitem entender como estão gastando seu tempo. Eu acho que agora o custo da pesquisa está se tornando muito mais acessível por causa da Internet. 

Manager – Há uma nova onda no Brasil que é a responsabilidade social: as empresas brasileiras atuam sobre demanda social existente. Esse é um processo global?

Bedbury – A responsabilidade social é uma das questões mais importantes da próxima década. Isso não se refere apenas ao meio ambiente. Trata-se das empresas que devem respeitar todas as coisas que possibilitam a operação de seus negócios. Na apresentação do Deepak Chopra, ele falou sobre o coração, o amor e por que hoje tantas empresas não conseguem conectar isso a seus negócios. Aquelas que conseguirem estabelecer essa conexão em primeiro lugar serão as mais bem-sucedidas. Eu acho que seria uma coisa muito melhor para o mundo inteiro se as empresas desenvolvessem um coração maior e bom. 

por Wagner Belmonte

Fonte: http://bit.ly/WJuN3Ohttp://bit.ly/WJuN3O

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